top of page

Curso Completo TV 3.0 · SOMASU: Estratégias para Monitorar e Monetizar a Audiência

  • Foto do escritor: Mauro Cicero dos Santos
    Mauro Cicero dos Santos
  • 17 de mar.
  • 14 min de leitura

A televisão aberta está entrando na fase mais estratégica da sua história. Quem entender primeiro como transformar audiência em dados e dados em receita terá uma vantagem gigantesca. Este curso completo mostra o caminho — da arquitetura técnica à proposta comercial de alto valor.

📋 Índice do Curso — 7 Módulos / 37 Aulas

  • Módulo 01 · Arquitetura do Ecossistema TV 3.0

  • Módulo 02 · Broadcast + OTT: Como Funciona a Integração

  • Módulo 03 · Medição de Audiência em Tempo Real

  • Módulo 04 · Monetização Avançada: da TV 2.5 à TV 3.0

  • Módulo 05 · Hipersegmentação Geográfica

  • Módulo 06 · Publicidade Interativa e Engajamento

  • Módulo 07 · Vendas Consultivas Baseadas em Dados

MÓDULO 01 · Arquitetura do Ecossistema TV 3.0

Entenda a estrutura completa da nova televisão — do sinal broadcast às camadas de dados — e como cada peça do ecossistema gera oportunidades de negócio que simplesmente não existiam antes.

Aula 1.1 · A Evolução da TV: de 1.0 a 3.0

A televisão passou por três grandes saltos tecnológicos. A TV 1.0 analógica era unidirecional, sem retorno, com medição por amostragem. A TV 2.0 digital trouxe o padrão ISDB-Tb (2007) com qualidade HD e início da interatividade via Ginga. A TV 2.5 conectada chegou com Smart TVs, apps OTT e primeiros dados de audiência individual. Finalmente, a TV 3.0 / DTV+ é uma plataforma de dados: canal de retorno nativo, audiência censitária, DAI e segmentação em escala.

Aula 1.2 · ISDB-Tb: O Padrão Brasileiro e Suas Capacidades

O Brasil adotou o ISDB-Tb em 2007. Além de áudio e vídeo em HD, o sistema permite transmitir dados, software e aplicações interativas simultaneamente no mesmo canal de 6 MHz. A estrutura em segmentos divide o canal em 13 faixas — 12 para HD e 1 segmento especial (1-Seg) para dispositivos móveis. O middleware Ginga executa aplicações no set-top box e acessa o canal de retorno via internet.

Aula 1.3 · DTV+: A Nova Camada de Dados da TV Brasileira

O DTV+ é a especificação técnica brasileira para TV 3.0, desenvolvida pelo SBTVD e coordenada pela Anatel. É uma evolução do ISDB-Tb que adiciona conectividade, interatividade avançada e coleta de dados. O fluxo: Emissora (conteúdo + dados DTV+) → Torre RF (ISDB-Tb broadcast) → Set-top Box / Smart TV (Ginga + canal de retorno + ACR + TXID) → Plataforma de Dados (audiência em tempo real) + Ad Server (DAI / SSAI). O TXID — identificador único de cada transmissor — é a chave da segmentação geográfica: localiza o dispositivo sem GPS e sem IP.

Aula 1.4 · Os 6 Componentes do Ecossistema

1. Emissora (Head-end): produz conteúdo e insere dados DTV+. 2. Rede de Transmissão: torres com TXIDs únicos — base da segmentação geo. 3. Set-top Box / Smart TV: executa Ginga, conecta à internet e envia dados. 4. Middleware Ginga: plataforma de software que separa TV 2.0 de TV 3.0. 5. Plataforma de Dados: processa audiência e gera métricas em tempo real. 6. Ad Server / DAI: decide qual anúncio entregar para qual dispositivo em milissegundos.

Aula 1.5 · O Mapa de Valor da TV 3.0

Camada de Conteúdo → produto: Audiência (vendida ao anunciante). Camada de Dados → produto: Insights de comportamento (vendidos à emissora/agência). Camada de Entrega → produto: Impressões segmentadas (Ad Server/DAI para anunciante). Camada de Engajamento → produto: Interação e conversão (middleware para marcas). Camada de Infraestrutura → produto: Hardware habilitado (fabricante para consumidor). Entender onde você está na cadeia determina o que você pode vender.

MÓDULO 02 · Broadcast + OTT: Como Funciona a Integração

Entenda as tecnologias que tornam possível a TV híbrida — e como a união do broadcast com a internet cria um canal de entrega de mídia completamente novo.

Aula 2.1 · Como Funciona o Sinal Broadcast

O broadcast segue 4 etapas: (1) Produção e Codificação em MPEG-4/HEVC com inserção de metadados. (2) Multiplexação (MUX): múltiplos serviços combinados em fluxo MPEG-TS — na TV 3.0 inclui sinalizações para middleware e dados de segmentação. (3) Transmissão RF em OFDM: robusto contra interferências urbanas. (4) Recepção e Demodulação: STB capta, demodula e entrega vídeo ao display e dados ao middleware.

Aula 2.2 · OTT: O que é e Como Funciona

OTT (Over-The-Top) é qualquer serviço de vídeo entregue via internet sem operadora intermediária. Vantagens: personalização total, dados detalhados, entrega individualizada. Limitações: depende de internet de qualidade, custo de CDN cresce com escala, sem penetração em domicílios sem banda larga. A TV 3.0 híbrida combina o que broadcast tem (escala, confiabilidade, independência de internet) com o que OTT tem (dados, personalização, interatividade).

Aula 2.3 · HbbTV: A Ponte entre Broadcast e Broadband

O HbbTV (Hybrid Broadcast Broadband TV) inclui no fluxo broadcast um ponteiro para uma URL. O STB detecta esse ponteiro, acessa via internet e carrega uma aplicação HTML5 sobreposta ao conteúdo. No Brasil, o Ginga desempenha papel equivalente — padrão aberto, desenvolvido localmente. A lógica: sinal broadcast carrega instruções → dispositivo executa e conecta à internet → app roda na TV com interatividade completa.

Aula 2.4 · O Canal de Retorno

O canal de retorno é a conexão de internet do STB ou Smart TV que permite enviar dados de volta. Aproximadamente 75% das Smart TVs no Brasil estão conectadas à internet (2024). Smart TV Wi-Fi → alta qualidade de dados. Smart TV + Ethernet → máxima estabilidade. STB com internet → alta, depende de firmware. Smartphone como 2nd screen → média, exige app instalado. TV sem internet: excluída da coleta — por isso o argumento comercial cresce a cada Smart TV vendida.

Aula 2.5 · Middleware Ginga: A Plataforma de Inteligência da TV

O Ginga é o middleware brasileiro para TV digital, desenvolvido pela PUC-Rio e UFPB. Ginga-NCL: apps declarativas síncronas com broadcast (votações, overlays). Ginga-J: ambiente Java para apps complexas com rede e armazenamento. Ginga HTML5 (TV 3.0): executa HTML5/CSS3/JavaScript diretamente na TV — mesmo stack do desenvolvimento web. Ginga + Canal de Retorno: acessa internet nativa, faz chamadas HTTP, envia dados de audiência e recebe conteúdo personalizado em tempo real.

MÓDULO 03 · Medição de Audiência em Tempo Real

A era da amostragem está acabando. Entenda como a TV 3.0 coleta dados de audiência em nível censitário e o que essa mudança significa para emissoras, agências e anunciantes.

Aula 3.1 · O People Meter e Suas Limitações

O People Meter mede por painel amostral de ~3.500 domicílios para representar 77 milhões (proporção 1:22.000). Problemas estruturais: (1) Tamanho amostral — erro de 1 ponto = 770.000 domicílios. (2) Cobertura geográfica restrita às principais praças. (3) Latência de 12-24h — decisões baseadas em dados de ontem. (4) Dependência de cooperação: a pessoa precisa apertar um botão. Resultado: incerteza estrutural que a TV 3.0 elimina.

Aula 3.2 · ACR: Automatic Content Recognition

O ACR captura amostras periódicas do conteúdo (frames de vídeo ou padrão acústico) e compara com um banco de impressões digitais. Quando há correspondência, o sistema registra: dispositivo, conteúdo, emissora, horário, duração — sem intervenção humana. Processo: captura de amostra → comparação em milissegundos → registro de exposição → agregação e anonimização conforme LGPD. Fabricantes LG, Samsung e TCL já implementam ACR com opt-in/opt-out nas configurações.

Aula 3.3 · Return Path Data (RPD)

O RPD lê diretamente o tuner do dispositivo: canal sintonizado segundo a segundo, tempo de permanência, padrão de zapping, TXID recebido (localização geográfica), timestamp preciso (correlaciona com grade de programação e break comercial) e perfil do dispositivo. RPD vs. ACR: RPD sabe qual canal está sintonizado via tuner (broadcast only). ACR reconhece conteúdo por 'visão' (qualquer fonte: ao vivo, HDMI, streaming). Juntos = audiência censitária aumentada.

Aula 3.4 · Amostragem vs. Coleta Censitária

People Meter: ~3.500 domicílios, 12-24h de latência, 6 praças, segmentação básica, erro amostral alto, granularidade por programa. TV 3.0 Censitária: todos os dispositivos conectados, dados em tempo real, cobertura nacional, segmentação por TXID/região/horário/dispositivo, erro estatístico mínimo, medição por segundo/cena/anúncio. O argumento comercial: 'Antes você comprava a esperança. Agora você compra evidência — seus anúncios foram vistos por X domicílios, durante Y segundos, na região Z.'

Aula 3.5 · KPIs da Nova Audiência

Reach Total: domicílios únicos expostos (base para CPM). Average Viewing Time: tempo médio por domicílio (qualidade da audiência). Attention Score: % do break efetivamente assistido. Completion Rate: % que assistiu o anúncio completo (equivalente ao VTR do digital). Regional Reach: reach por TXID/região (argumento para campanhas locais). Content Affinity: correlação conteúdo × perfil (planejamento de contexto). Audience Overlap: % da audiência de TV que também usa plataformas digitais (base cross-media).

MÓDULO 04 · Monetização Avançada: da TV 2.5 à TV 3.0

O arsenal completo de ferramentas para transformar audiência em receita — desde os primeiros modelos de publicidade digital na TV até as capacidades plenas da TV 3.0.

Aula 4.1 · Como a TV Aberta Monetiza Hoje

A TV aberta vende cotas de tempo em blocos comerciais. Preço (CPM) calculado com base nos dados do People Meter. Formatos: spot comercial (15/30/60s), merchandising/branded content e patrocínio. O problema estrutural: todos vendem o mesmo produto — tempo. A TV 3.0 cria um segundo produto: audiência qualificada com prova de entrega. Quem oferecer isso primeiro diferencia seu inventário e justifica CPM maior.

Aula 4.2 · TV 2.5: Os Primeiros Passos da Monetização Digital na TV

A TV 2.5 é o estágio atual de muitas emissoras — Smart TVs conectadas com capacidade básica de dados. O que já é possível agora: (1) Dados de app de streaming (Globoplay, SBT+). (2) ACR em Smart TVs de fabricantes parceiros. (3) Segmentação via segunda tela com QR codes rastreáveis. (4) Segmentação regional linear por emissoras afiliadas. Oportunidade imediata: criar pacotes comerciais com argumento 'sabemos quantas pessoas viram, por quanto tempo, em qual região' — sem esperar o DTV+ completo.

Aula 4.3 · DAI: Dynamic Ad Insertion

DAI permite substituir/inserir anúncios individualizados em tempo real. Fluxo: (1) Sinalização SCTE-35 indica início do break no fluxo MPEG-TS. (2) Requisição ao Ad Server com TXID, perfil do dispositivo e contexto do programa. (3) Decisão em milissegundos: Ad Server seleciona o anúncio pelo targeting configurado. (4) Inserção no fluxo — seamless, transparente ao espectador. (5) Registro de impressão verificada: dispositivo, horário, duração, região. Distinção importante: DAI é o conceito. CSAI é inserção no cliente (sujeito a blockers). SSAI é inserção no servidor — o modelo correto para broadcast.

Aula 4.4 · SSAI: Server-Side Ad Insertion

SSAI insere anúncios no lado do servidor, antes do fluxo chegar ao dispositivo. O anúncio é 'costurado' ao conteúdo — um stream contínuo sem emendas visíveis. Vantagens: sem ad blockers (anúncio é parte do fluxo de vídeo), sem buffering (transição seamless), mensuração precisa (servidor registra cada impressão individualmente), targeting em escala (milhares de versões simultâneas do mesmo stream).

Aula 4.5 · Ad Servers: Como Funcionam e Por Que São Centrais

O Ad Server é o sistema que decide qual anúncio vai para qual dispositivo, em qual momento, com qual frequência. Funções: Trafficking (cadastro de campanhas), Decisioning (seleção em tempo real), Frequency Capping (controle de frequência por dispositivo), Pacing (distribuição do orçamento no tempo), Reporting (impressões, alcance, frequência, custo) e Billing (faturamento baseado em impressões verificadas). Ad Server e SSAI se comunicam via protocolo VAST ou VMAP.

Aula 4.6 · Addressable TV e Modelos de Precificação

Addressable TV = anúncios para domicílios específicos, como no digital, na tela grande da sala. Modelos de precificação: CPM padrão (referência base), CPM segmentado por RPD (+20-30%), CPM por TXID regional (+40-60%), Spot Addressable por perfil (+80-120%), Spot + QR code + tracking (+50-80%), Patrocínio de votação interativa (negociação direta). Princípio: preço é derivado do valor entregue, não do custo de distribuição.

MÓDULO 05 · Hipersegmentação Geográfica

O superpoder que o digital nunca teve: escala nacional com precisão local. PLPs, TXID e planejamento de rede para campanhas cirúrgicas por região.

Aula 5.1 · Por que a TV Sempre Foi 'Massa' — e Como Isso Muda

O sinal broadcast é por definição não-discriminatório — a torre transmite para todos na área de cobertura. O digital usava isso como argumento: 'nós segmentamos, vocês atiram para todos'. A TV 3.0 quebra essa limitação por dois caminhos: (1) Segmentação pelo sinal via PLPs + TXID — diferentes conteúdos transmitidos para diferentes torres. (2) Segmentação pelo canal de retorno via DAI — Ad Server usa TXID ou IP para entregar anúncios diferentes por região para dispositivos conectados.

Aula 5.2 · PLPs: Physical Layer Pipes

PLPs são faixas independentes dentro do canal de 6 MHz. Analogia: uma rodovia de 6 faixas onde cada faixa pode ter velocidade e conteúdo diferentes. PLP 0 (Comum): dados universais — EPG, metadados. PLP 1 (HD): canal principal. PLP 2 (Dados): apps interativas e ponteiro para Ad Server por região. PLP 3+ (Variáveis): sub-canais, conteúdo alternativo e anúncios regionais. Na prática: emissora transmite versões diferentes do break comercial para diferentes torres, cada uma cobrindo uma região distinta.

Aula 5.3 · TXID: O Identificador que Posiciona o Espectador no Mapa

TXID é o código único de cada transmissor. Quando o dispositivo sintoniza o sinal, identifica automaticamente de qual TXID aquele sinal veio — localização geográfica confiável sem GPS, sem dados de IP, sem permissão adicional do usuário. Em áreas urbanas = bairros. Em áreas rurais = municípios. Exemplo de targeting: 'Entregue este anúncio para todos os dispositivos que recebem sinal do transmissor de Porto Alegre'. Sem equivalente no ecossistema digital.

Aula 5.4 · Planejamento de Rede para Campanhas Regionais

5 passos: (1) Mapeamento de Transmissores — levante todos os TXIDs com coordenadas e raios de cobertura sobrepostos ao mapa IBGE. (2) Clusterização Regional — agrupe por estado, macrorregião ou DMA. (3) Mensuração de Audiência por Cluster — atribua volumes de audiência com dados RPD/ACR. (4) Precificação Regional — CPM regional tipicamente maior que nacional pela menor escala: anunciante paga por precisão, não desperdício. (5) Proposta Comercial: 'X impressões/dia nas capitais do Sul, criativo único por região, relatório semanal de RPD, entrega certificada.'

MÓDULO 06 · Publicidade Interativa e Engajamento

A TV como plataforma de conversão. Formatos que transformam o espectador passivo em consumidor ativo — criando novas narrativas de ROI que nunca foram possíveis na TV tradicional.

Aula 6.1 · A TV como Plataforma de Conversão

A TV era apenas awareness. O digital tomou o espaço de performance. A TV 3.0 une os dois: o espectador pode agir diretamente — via controle remoto, QR code, voz ou overlay — sem sair do ambiente da TV. Referência: 2-3x maior recall com TV interativa vs. passiva. ~8% de taxa de engajamento com QR codes em TV (EUA, 2023). +40% de intenção de compra com anúncios Shoppable TV. 4 categorias: segunda tela (QR code), tela da TV (overlays/Ginga), voz (Alexa/Google), T-Commerce.

Aula 6.2 · QR Codes na TV: A Ponte para o Digital

Produto de venda imediata: funciona em qualquer TV hoje, sem middleware avançado. Como implementar: (1) URLs únicas com UTMs: utm_source=tv, utm_medium=qrcode, utm_campaign=nome, utm_content=programa_horario. (2) QR mínimo 200x200px na tela, alto contraste, mínimo 5s em tela. (3) Call-to-action verbal aumenta 3x a taxa de escaneamento. (4) Landing page 100% mobile-first. (5) Relatório: total de scans, horários de pico, taxa de conversão, custo por ação — argumento para próximo investimento.

Aula 6.3 · T-Commerce: Compras Pela TV

T-Commerce: produto aparece no programa/anúncio → overlay 'Comprar agora' → espectador navega com controle remoto → confirma → recebe confirmação na TV. Formatos: Shoppable Content (conteúdo editorial com produtos compráveis), Shoppable Ads (anúncios com overlay de produto) e Catálogo de Produtos (emissora mantém catálogo dos anunciantes acessível pelo Ginga). Para começar: versão simplificada com QR code que leva para o produto na loja digital do anunciante. Simples, imediato, mensurável.

Aula 6.4 · Enquetes, Votações e Banners Dinâmicos

Votações ao vivo: patrocinador do botão de votação = exposição máxima no momento de maior engajamento. Enquetes contextuais: sponsor da enquete + CPM elevado pela alta interação. Banners dinâmicos: overlays ativados por eventos específicos (gol marcado, palavra-chave mencionada). Gamificação: programas de pontos, quizzes ao vivo — marcas patrocinam recompensas. Dado de ouro: cada interação = espectador ativamente engajado = inventário premium que justifica CPM maior.

Aula 6.5 · Second Screen: A TV e o Celular Juntos

70-80% dos espectadores usam o celular durante a TV. Estratégias: Sync via ACR (app detecta automaticamente o conteúdo e exibe complemento), QR Trigger (QR na TV inicia experiência no celular), Social Voting (hashtag + sistema social no app), Companion Banner (banner sincronizado aparece no celular quando anúncio passa na TV — para anunciantes com app). O segundo tela não é concorrente — é canal de ação para o que é assistido na tela grande.

MÓDULO 07 · Vendas Consultivas Baseadas em Dados

O módulo mais estratégico do curso: como traduzir toda a tecnologia em linguagem comercial de alto valor — e construir propostas irrecusáveis para anunciantes e agências.

Aula 7.1 · A Nova Lógica de Venda na TV

Venda tradicional parte do produto disponível. Venda consultiva parte do desafio do anunciante. Tradicional: argumento = audiência do programa (ibope), proposta = tabela de preços, relatório = 'o anúncio foi ao ar', renovação = relacionamento. Consultiva TV 3.0: argumento = dados qualificados + prova de entrega, proposta = solução com KPIs pré-definidos, relatório = impressões + alcance + engagement + conversão, renovação = ROI demonstrado. Novo posicionamento: não está mais vendendo TV — está vendendo acesso a audiência qualificada com entrega verificável em escala que o digital não replica.

Aula 7.2 · O Pitch em 5 Atos

Ato 1: O problema do cliente — mostre que fez homework com dados específicos do negócio dele. Ato 2: A frustração com o modelo atual — valide o trade-off digital/TV sem atacar nenhum meio. Ato 3: A TV 3.0 como virada — use dado concreto de ecossistema, não generalidade. Ato 4: Solução específica para ele — pacote desenhado para o desafio específico. Ato 5: Proposta de entrada baixa (piloto 4 semanas) — reduza o risco percebido, facilite o 'sim'. Piloto é mais fácil de aprovar que contrato anual.

Aula 7.3 · As 10 Objeções Mais Comuns e Como Responder

  1. "TV é caro sem garantia" → CPM auditado ou CPA com QR. Prova de entrega elimina o risco.

  2. "Prefiro digital — tenho dados" → TV 3.0 também tem dados em tempo real + reach que o digital não replica.

  3. "Meu público está no celular" → O brasileiro assiste 4h20min de TV/dia. Posso mostrar os dados do seu segmento.

  4. "TV 3.0 ainda não está implantada" → TV 2.5 com ACR já permite mensuração avançada hoje.

  5. "Não consigo segmentar na TV" → Com TXID + DAI, segmentamos por região agora.

  6. "Ibope é caixa preta" → Por isso migramos para RPD + ACR — dados auditáveis por terceiros.

  7. "Preciso de aprovação rápida" → DAI permite ativação mais rápida e criativo alterável em tempo real.

  8. "CMO não acredita em TV" → Apresente dados de brand lift e correlação TV/conversão digital.

  9. "Orçamento foi cortado" → Piloto CPA com QR: ROI mensurável imediato justifica o próximo budget.

  10. "Já compramos TV direto" → Não é substituição — é adicionar dados e segmentação que a compra linear não tem.

Aula 7.4 · Estrutura do Deck Comercial TV 3.0

7 slides essenciais: (1) Contexto — prove que a TV mudou com dados de Smart TVs e canal de retorno. (2) Problema do Cliente — personalizado com dados do setor/desafio específico. (3) Dados da Nossa Audiência — perfil por programa, região, horário, ACR. (4) A Solução — pacote específico com programas, regiões, formato e KPIs prometidos. (5) Mensuração — template de relatório real com impressões, QR scans, CPA. (6) Case ou Benchmark — resultado concreto com fonte confiável. (7) Investimento e Próximos Passos — piloto primeiro, data de aprovação, data de início.

Aula 7.5 · Precificação de Inventário Segmentado

Princípio: preço é derivado do valor que entrega, não do custo de distribuição. Tática de ancoragem: apresente o premium (Addressable +80-120%) primeiro. O cliente resiste. Ofereça o ponto de entrada (Spot + RPD + QR code, +50%). Parece razoável comparado ao premium — e já entrega dados. O cliente compara com o que você apresentou antes, não com o mercado.

Aula 7.6 · Vendas para Diferentes Perfis de Cliente

CMO / VP Marketing: foque em brand building com prova — 'TV continua sendo o mais eficaz para marca e agora temos os dados que provam'. CFO: foque em ROI comprovado — custo por impressão verificada, CPA com QR, comparação com CPM equivalente de Facebook/Google. Comprador de Mídia / Agência: eficiência de planejamento — dados que alimentam o media plan, relatórios compatíveis com ferramentas digitais. Digital Native / Startup: escala que o digital não tem — 'você domina a eficiência, agora precisa de escala para crescer.'

Aula 7.7 · Do Piloto ao Contrato

5 passos para escalar: (1) KPIs pré-definidos e aprovados antes de começar — sem KPI, qualquer resultado é ambíguo. (2) Escolha o melhor cenário para o piloto — programa e horário onde você tem maior confiança nos dados. (3) Relatórios semanais, não só ao final — mantém o cliente engajado e cria histórico que apoia a renovação. (4) Contextualize os resultados: 'X scans = Y leads equivalentes no Google Ads a R$Z'. Traduza TV para a linguagem de performance do cliente. (5) Proposta de escala com base nos dados do piloto — use os próprios dados do cliente para vender mais.

🚀 Pronto para Liderar a Nova Era da TV?

A janela para se posicionar como referência no mercado de TV 3.0 está aberta agora. Quem entender primeiro como transformar audiência em dados e dados em receita terá uma vantagem gigantesca. Este curso foi desenvolvido pela SOMASU Trends Marketing para preparar profissionais de emissoras, agências, anunciantes e fornecedores de tecnologia para esta nova era.

SOMASU Trends Marketing — Inovação + Acessibilidade + Impacto Social. Fundador: Mauro Cicero dos Santos | somasu.xyz

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page

SOMASU

Trends Marketing

EstratégiaDesignFuturo

Inovação + Acessibilidade + Impacto Social

Construímos pontes entre tecnologia complexa e soluções humanas, justas e acessíveis. +20 anos.

Estratégia

Cool Hunting e tendências.

Design

20+ anos Product Design, UX/UI e acessibilidade.

Futuro

IA, XR, TV 3.0, DTV+.

Fundador: Mauro Cicero dos Santos — Product Designer, Acessibilidade Digital, Mentor. TV Globo, NASA Space Apps, CRM/BI, VR/AR, Web Para Todos.

Verticais SOMASU

Strategy

Cool Hunting, tendências, posicionamento.

Design

UX/UI, WCAG 2.2, Branding.

Future

IA, XR, TV 3.0. Curso TV 3.0.

Impact

Mentoria, livro Acessibilidade em Eventos.

Zeitgeist 2026

IA Generativa

Prompt design estratégico.

XR

VR, AR, MR.

Acessibilidade

Livro Acessibilidade

Economia Criativa

Cultura como ativo.

ESG

ODS e investimentos.

Cases de Impacto

NASA SPACE APPS

GO SPACE CLUB

Plataforma gamificada de ensino científico, vencedora da etapa local e representante do Brasil na etapa global 2021, entre 162 países.

162
Países
Lugar Local
15+
Mentorias
INOVATHON SP

Projeto Sabá

Solução vencedora do I Inovathon SP Tech Week. ODS 5.

ODS 5
Igualdade
Lugar
SAÚDE + VR

Missão Coragem

Experiência imersiva em VR para aliviar fobia de agulhas nos laboratórios do Grupo Dasa.

VR
Imersão
Dasa
Parceiro
HACKATHON SAÚDE

Code4Cancer

Mentor no Hackathon da SBOC. 30 equipes, diagnóstico precoce, 48h.

30
Equipes
48h
Maratona

Conteúdo e Publicações

Curso Online

Curso TV 3.0

Curso completo sobre TV 3.0 e DTV+. ATSC 3.0, interatividade e experiências imersivas.

ATSC 3.0DTV+InteratividadeBroadcast

Acesso: Gratuito (tempo limitado)

Livro Amazon

Acessibilidade em Eventos

Guia prático para eventos acessíveis. LBI, WCAG, planejamento e execução.

AcessibilidadeEventosLBIWCAG

Disponível: eBook Kindle

Manifesto SOMASU

Nós acreditamos que a inovação só faz sentido quando transforma vidas.

Que o design mais bonito é aquele que inclui. Que a tecnologia mais avançada é aquela que chega a todos.

Somos a soma de tudo isso.

SOMASU — Estratégia + Design + Futuro